quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Geração mimimi

Foto extraída da internet
Nunca na história da humanidade as pessoas foram tão suscetíveis em seus sentimentos, a hipersensibilidade dos seres humanos hoje é fruto de inúmeras variáveis, contudo, os seus frutos têm o gosto acre para paladares igualmente sensíveis. Hoje os sentimentos viris e a sensibilidade pétrea deram lugar à susceptibilidade sentimental, viramos uma geração "cheia de não me toques", "saturada de bullying" e "comportamentos inadequados", a praga do politicamente correto perverteu a razão das pessoas. 



Não faz muito tempo assim que vivenciamos um tempo bom, no qual os relacionamentos interpessoais eram pautados numa via livre de liberdade de expressão, com direito a um linguajar sem limites, brincadeiras ilimitadas, enfim, tinhamos liberdade para nos dirigirmos às pessoas de forma galhofeira, demonstrando carinho e também demonstrando o oposto, quando nos aborrecíamos, os insultos eram proferidos de forma livre, com direito à revide; quem lembra dos programas de humor no qual os humoristas se dirigiam, com sua piadas bem humoradas aos gordos, magros, negros, brancos, altos, baixos, enfim, e tudo era levado na esportiva, não havia esse tal de politicamente correto chato e castrador, e todo mundo vivia feliz e sem paranoias. 


Contudo, de uns tempos pra cá, fomos imergidos numa atmosfera medonha, saturada de delicadezas, onde tudo é considerado preconceito, indelicado, politicamente correto, e nesses novos tempos, perdemos a nossa liberdade de expressão, uma mordaça invisivel nos foi imposta à fórceps, onde temos que escolher as palavras certas para não ferir susceptibilidades, para não magoar, e para não incorrer de estarmos "depreciando" as pessoas com piadas, apelidos, brincadeiras, etc.; hoje em dia dizer que uma pessoa é gorda virou "gordofobia", chamar uma pessoa negra de "negão" é racismo, chamar um homossexual de "viado" ou "bicha" virou homofobia, e tudo isso com direito a processo judicial por "danos morais" e com, pasmem, direito a infração penal, hoje em dia humoristas como Costinha seria constantemente processado por movimentos gayzistas como Lgbtq + e afins e tachado como homofóbico à exaustão, bem vindos ao século XXI. 


E diante de todo esse bombardeio midiático e ideológico do tal politicamente correto, as pessoas se tornaram chatas, mimizentas, delicadas ao extremo, que não suportam mais um gracejo, e tudo virou bullying e fobia, o que era motivo de risada há pouco tempo atrás, hoje é motivo de processo judicial, ou seja, nos tornamos uma geração de chatos e pessoas mal humoradas, até pessoas mais velhas que vivenciaram os bons tempos, hoje foram contaminados com essa praga do politicamente correto e se tornaram "delicadas", támbém os homens que, natural e biologicamente soltam cantadas inocentes às mulheres, hoje são classificados como assediadores e tarados, e os algozes mortais das feminazis (feministas). 


Infelizmente contemplo um futuro a médio e longo prazo tenebroso neste sentido, no qual os jovens de hoje já assimilaram tal comportamento nefasto e pueril, se tornando os novos chatos de galocha e retroalimentando esse comportamento néscio e imbecilizado, cheios de mimimi e vendo bullying em tudo, e os humoristas desta nova geração fazendo malabarismos para não atingir pejorativamente gays, gordos, baixinhos, etc. e também está comprometido aqueles apelidos carinhosos no qual a rapaziada de gerações anteriores de divertiam em dizer uns aos outros, tipo: "cabeção" (indivíduo com a cabeça avantajada), "rolha de poço" (indivíduos acima do peso, ou pluz size), "meia-foda" (indivíduos de baixa estatura), "chassi de grilo" (indivíduos magros), "zé gotinha da Petrobrás" (indivíduos negros), "raspador de pisos" (indivíduos dentuços), "aeroporto de mosquitos" (indivíduos calvos), "cheira peido" (indivíduos com um nariz avantajado), etc.; ah, bons e inocentes tempos que não voltam mais, éramos felizes e não sabíamos.




Paulo Cheng 

4 comentários:

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